Custo e Produtividade fazem Ativa Logística investir em mulheres nas operações de montagem de kits

Custo e Produtividade fazem Ativa Logística investir em mulheres nas operações de montagem de kits

Nos primórdios de aplicação prática e planejamento no setor, falar de mulheres na logística sempre foi um tema encarado com resistência. A partir da segunda metade dos anos 90, a logística empresarial passou de uma função meramente operacional para uma tática, deixando de ser braçal para tornar-se estratégico e planejado. Nesse cenário, as mulheres cresceram e passaram a ganhar importância fundamental em alguns setores essenciais. 

No Complexo Logístico da Ativa Logística em Itapevi, na Grande São Paulo, um dos maiores operadores logísticos nas áreas de medicamentos e cosméticos do Brasil, as mulheres ocupam mais da metade dos postos de trabalho nas operações, especialmente nas áreas de adequação (ink jet, rotulagem, montagem de kits, inclusão de manuais e bulas, etc) e separação de pedidos (cargas fracionadas, leitura de código de barras, cubagem eletrônica das embalagens, etc). “Elas são praticamente 60% da nossa força de trabalho. São atividades que exigem mais atenção e delicadeza, características que as mulheres exibem bem mais do que os homens”, afirma Elisa Pellini, gerente de logística na Ativa.

De acordo com Elisa, essa eficiência das mulheres acaba por diminuir os custos e ampliar a produtividade do setor. Bom para a Ativa, melhor ainda para o cliente. “Com elas praticamente não há retrabalho, o que nos possibilita ter uma equipe 30% mais produtiva. Trabalhar na montagem dos kits é um serviço é de extrema importância para a cadeia econômica e permite que os clientes se concentrem em seu principal foco de atividade, aliviando a ocupação com funções secundárias”, destaca a gerente. 
Atualmente, 22% do quadro de funcionários da Ativa é formado por mulheres, que ocupam espaço especialmente nas áreas operacionais e administrativas. Quinze delas, como a própria Elisa Pellini, ocupam cargos de gestão, atuando como gerentes, coordenadoras e supervisoras. “Foi-se o tempo em que algumas profissões eram exercidas de acordo com o gênero sexual. As mulheres, aos poucos, estão conquistando cada vez mais mercado, exercendo atividades antes desempenhadas apenas por homens. E na logística não é diferente”, comenta a gerente da Ativa.

Os números mais recentes do mercado realmente comprovam a constatação de Elisa. De acordo com o Ministério do Trabalho, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017, as mulheres já ocupam 44% dos 37,6 milhões de postos de trabalhos formais do país. Esse índice era de 40,85% em 2007. Apenas no Distrito Federal elas estão em maior número do que os homens, onde predomina o funcionalismo público, como aponta a pesquisa.